domingo, dezembro 23, 2007

Nonagésima Primeira Voz - Só por ti


Só de coisa boa, eu vivo

E se ando a toa, não ligo

Na praia uma canoa, preciso

Pra ficar de boa, sorriso

Só de coração, me entrego

Só em uma canção, navego

Só no seu olhar, sincero

Pra te ver chegar, espero

De viver em paz, desejo

Só um pouco mais, seu beijo

Você viajar, depois

Se você ficar, nós dois

Só por ti lembrar, saudade

Só por ti querer, vontade

Pra te namorar, amor

Só por ti viver, eu vou
- Saulo Fernandes -

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Nonagésima Voz - Interseccionada a nada


(...) Caminho torto e comprido
Por onde vamos à vida
À mesma sorte contida
Num mesmo sonho vivido
Incertezas divididas
Iguais também os desejos
Alinhados em solfejos
Nas mesmas canções sentidas
Encontros e despedidas
Histórias para contar
Que parecem se encontrar
Nos quatro cantos da terra
Onde o encantado encerra
Coisas de até assustar
(...)
Uma alma em mil viveres
Verdades pra mil dizeres
De amores sobreviventes.
]
Nessa vida ainda quero
Uma rede de balanço.
Uma rede de balanço
E um amor pra balançar.
- Socorro Lira -

sábado, dezembro 08, 2007

Octuagésima Nona Voz - Anjo Cirandeiro



Nessa rua, nessa rua tem um bosque

Que se chama, que se chama solidão

Dentro dele, dentro dele mora um anjo

Que roubou, que roubou meu coração

Se eu roubei, se eu roubei seu coração

Tu roubaste, tu roubaste o meu também

Se eu roubei, se eu roubei seu coração

É porque, é porque te quero bem

Se essa rua, se essa rua fosse minha

Eu mandava, eu mandava ladrilhar

Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante

Para o meu, para o meu amor passar...

Octuagésima Sétima Voz - Anjo IV

Saying 'I Love you' is not the words I want to hear from you
It's not that I want you
Not to say
But if you only knew
How easy it ever be to show me how you feel
More than words
Is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say
That you love me
cause I'd already know

What would you do if my heart was torn in two?
More than words to show you feel
That your love for me is real

What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you

Now that I've tried to
Talk to you and make you understand
All you have to do is
Close your eyes and just reach out your hands
And touch me
hold me close
Don't ever let me go

More than words
Is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say
That you love me c
ause I'd already know

What would you do if my heart was torn in two?
More than words
To show you feel
That your love for me is real

What would you say if I took those words away?
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you

- Gary Cherone e Nuno Bettencourt -

Octuagésima Sexta Voz - Anjo III


Santo anjo do Senhor

Meu zeloso guardador

Se a ti me confiou a piedade divina

Sempre me rege e me guarda,

governa e ilumina...

Octuagésima Quinta Voz - E por falar em anjos...


nem consigo falar...
tal a dor de não ver
tal a dor de não tocar...

e por falar em anjos
anjo da guarda, anjo amigo, anjo pecador
todos os anjos
todos os dias
todos os céus
pecados, amores, desejos...
são só momentos vazios e mais nada
pra você

não pra mim...


- Anna Emíllia Meira Soares -

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Octuagésima Quarta Voz - Anjo II


Acredita em anjo?
Pois é, sou o seu!
Soube que anda triste,
Que sente falta de alguém,
Que não quer amar ninguém...

Por isso estou aqui!
Vim cuidar de você!
Te proteger, te fazer sorrir!
Te entender, te ouvir!
E quando estiver cansada,
Cantar pra você dormir,
Te colocar sobre as minhas asas,
Te apresentar as estrelas do meu céu,
Passar em Saturno e roubar o seu mais lindo anel...

Vou secar qualquer lágrima
Que ousar cair!
Vou desviar todo mal do seu pensamento!
Vou estar contigo a todo momento,
Sem que você me veja...
Vou fazer tudo que você deseja!

Mas, de repente você me beija!
O coração dispara,
E a consciência sente dor!
E eu descubro que além de anjo,
Eu posso ser seu amor...

- Leonardo Reis e Saulo Fernandes -

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Octuagésima Terceira Voz - Anjo I


Hoje eu quero ser um anjo!
E sem asas 'anjear' por aí sem destino!
E assim, velar teu sono,
velar teu dia,
sonhar os sonhos presos em tua noite insone...

Hoje eu quero ser teu anjo!
E te ouvir,
mesmo que não possas falar...
Te escutar,
mesmo que não consigas gritar
E te amar,
mesmo que não possas sentir...

Hoje quero tu como meu anjo!
O anjo da guarda do anjo Eu!
E que cale teu medo em meu sorriso...
ouça o que eu grito com meu silêncio...
e finalmente se entregue a mim!
Inteiro!
E sem a dor do teu passado...

Seja meu anjo!


- Anna Emíllia Meira Soares -

segunda-feira, novembro 12, 2007

Octuagésima Segunda Voz - Saudade...


Nem sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus, não pude dar
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão, que em minha porta bate

E eu
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você

Eu corro fujo desta sombra
Em sonhos vejo este passado
E na parede do meu quarto
ainda está o seu retrato
Não quero ver pra não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
o pensamento em você...

E eu
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você
- Tim Maia -

terça-feira, novembro 06, 2007

Octugésima Primeira Voz - Oração ao Tempo


És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho!
Compositor de destinos,
Tambor de todos os ritmos,
Por seres tão inventivo,
E pareceres contínuo,
Que sejas ainda mais vivo,
No som do meu estribilho!
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido!
O que usaremos pra isso,
Fica guardado em sigilo!
E quando eu tiver saído,
Para fora do teu círculo,
Não serei nem terás sido.
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Num outro nível de vínculo.
Portanto peço-te aquilo,
E te ofereço elogios
Nas rimas do meu estilo!
Tempo tempo tempo tempo...
- trechos de Oração ao Tempo - Caetano Veloso -

domingo, outubro 21, 2007

Octuagésima Voz - Espatódea


Minha cor
Minha flor
Minha cara
Quarta estrela
Letras, três
Uma estrada

Não sei se o mundo é bom
Mas ele ficou melhor
quando você chegou
E perguntou:
Tem lugar pra mim?

Espatódea
Gineceu
Cor de pólen
Sol do dia
Nuvem branca
Sem sardas

Não sei quanto o mundo é bom
Mas ele está melhor
desde que você chegou
E explicou o mundo pra mim
Não sei se esse mundo está são
Mas pro mundo que eu vim já não era
Meu mundo não teria razão
Se não fosse a Zoe


- Nando Reis -

sexta-feira, outubro 19, 2007

Septuagésima Nona Voz - Como canção


Como canção a poesia sumiu de meus olhos
e acordei em silêncio.
Como poema, a música ecoou em meus ouvidos
e a luz de mais um dia cochilou em minha alma.
Despertei ao adormecer entorpecida por um olhar...
calmo, sereno, seguro...
distante de meus receios, de minhas culpas, de meus vacilos...

Como Poesia, aquele olhar serenou meu coração
E meus ouvidos tocaram canções nunca entoadas...
Quando a voz se fez amiga,
e as chaves estavam todas em tuas mãos
eu esperei...
esperei...
esperei...

Como luz, tuas mãos tocaram as minhas
e minha alma não reconhecia o novo...
ecoaram vozes, ecoaram risos, se fez silêncio...
e em cada sussurro o inesperado era concreto...

E como silêncio tua vontade tocou minha alma
e qual criança ela confiou em ti...

- Anna Emíllia Meira Soares -

terça-feira, outubro 02, 2007

Septuagésima Oitava Voz - Like a Star


" Just like a star across my sky,
just like an angel off the page,
you have appeared to my life,
feel like I'll never be the same,
just like a song in my heart,
just like oil on my hands,
Honor to love you,
Still i wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
we do it all the time,
blowing out my mind,
You've got this look i can't describe,
you make me feel like I'm alive,
when everything else is a fade,
without a doubt you're on my side,
heaven has been away too long,
can't find the words to write this song
Of your love,
Still i wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
we do it all the time,
blowing out my mind,

I have come to understand,
the way it is,
It's not a secret anymore,
'cause we've been through that before,
from tonight I know that you're the only one,
I've been confused and in the dark,
now I understand,
I wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
I wonder why it is,
I won't let my guard down,
for anyone but you
we do it all the time,
blowing out my mind,
Just like a star across my sky,
just like an angel off the page,
you have appeared to my life,
feel like I'll never be the same,
just like a song in my heart,
just like oil on my hands."
- Corine Bailey Rae -

domingo, setembro 23, 2007

Septuagésima Sétima Voz - Relâmpagos, bilhetes e beijos partidos


(...)
"- Me diga, há quanto tempo você não chora? Cortando cebolas não vale. Muito menos chorar de rir."
(...)
"O Homem louco acorda de manhã, toma café e vai pro trabalho. Chega lá, conversa com seus amigos e depois trabalha. Depois do trabalho toma uma bebidinha, conversa mais um pouco com os amigos e volta pra casa. Depois descansa e assim vive feliz. Esta é a história do homem louco."
(...)
" Concha

A lua cheia
veste uma camisa de ar
à alvorada ao crepúsculo
os lobos cantam seu grave coral
azul é o sol invisível
na fechadura peluda
do seu olhar"
(...)
"Bem, o livro descrevia com minúcia o encontro de um jovenzinho com uma menina, entre as sebes de um jardim perfumado e úmido. Ela parecia voltar de um passeio e tinha na mão uma pá de jardinagem. Seus cabelos eram de um louro avermelhado e seu rosto era salpicado de manchinhas cor-de-rosa.
O menino ficou vivamente impressionado com o fulgor de seus olhos, que eram profundamente negros, mas que ele, levado pelo fato de ela ser loura, achou serem azuis.
- Eram negros, mas ele achou que eram azuis?
- Isso. Porque a impressão que a menina causou nele foi tão forte, que ele não pôde pôr seu espírito de observação pra funcionar. recebeu um grande impacto. E durante muito tempo, todas as vezes que pensava nela, a lembrança do fulgor de seus olhos (negros) surgia em sua mente como se fossem vivamente azuis.!
(...)
"- Pára, Grande, você está inventando isso só pra complicar o seu poema. E porque o olho que aparece lá não pode ser azul, assim como está escrito?
- Porque são olhos pretos - ele afirmou rapidamente.
Eu estava enganada, ou o Grande parecia meio sem graça?"
(...)
"Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera"
(...)
" - E o título? Você já entendeu o título?
- Que título?
- Do meu poema."
(...)
"- Pode confiar em mim, sou muito teu amigo."
(...)
" - Você quer entender tudo em linha reta, Verônica."
(...)
"olhos pretos tão absolutamente lindos que chegam a ser azuis. Esse pedacinho você já entendeu?"
(...)
" Lá vem o Chico caminhando pelo corredor, também tem olhos escuros, com certeza pensando naquelas composições, me olha muito sério. Existe coisa mais difícil que traduzir em palavras um olhar?
- Não - concordou Alexandre - É por isso que inventaram a poesia.
(...)
- Aos Trancos e Relâmpagos - Vilma Arêas -

Septuagésima Sexta Voz - Vieira




Manha chuvosa, jardim ensopado, melancolia.

- Um tostão por seus pensamentos.

O João, que chegava com um embrulhinho para o velho.

- Xexéu! - respondeu Íssimo por mim.
- Tive um sonho...
-Outro?
- Complicado...
- "El sueño, autor de representaciones, en su teatro sobre el viento armado"...

Teatro armado sobre o vento. Fiquei mais triste ainda.

- E o que mais?
Falei-lhe do texto de Vieira, sobre o tempo e o amor.
- Mostra lá.
Entreguei-lhe o livro, ele leu em voz alta, soltando um techinho e outro:
- "Tudo muda o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba... São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que quanto mais continuadas tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino, porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho"...

Eu já estava chorando.
- O que é isso, Verônica?
Me deu um abraço.
- Não é tão grave assim.
Mas eu copiava a chuva: chorava cada vez mais.
- Garota, garota, você tem tanto tempo ainda...
Segurou meu queixo com a mão, obrigando-me a olhá-lo.
- Vou te contar outro segredo.
- O terceiro?
- O terceiro. Esse negócio de amor e mudança. Presta atenção, hein?, porque é meio complicado.
- Diga.

- É o seguinte: o amor só continua amor porque se torna diferente com o tempo; se ficar igual, desaparece.

Parei de chorar, porque já estava meio distraída.
- Só continua porque muda.
Ele sorria.
- É.
- Meu, isso é ainda mais estranho do que os olhos do Grande, que são azuis porque são muito pretos.

- Aos Trancos e Relâmpagos - Vilma Arêas -

Septuagésima Quinta Voz - De prata


Em boca fechada não entra mosca.

Palavras da minha avó.

E ainda:

- O silêncio é de ouro, a palavra é de prata.

Sem os vestidos brilhantes da Berta, ela me ensinou a pilar café lá no sítio. Eu era tão pequena que ela punha um tijolo para dar altura. E segurava o pilão junto comigo. E cantávamos ao mesmo tempo, ritmadas pelo golpe das mãos:


"Pé de pilão,
carne-seca com feijão!"`

Às vezes eu implicava, de pura felicidade.
- Pilamos café e falamos de feijão.Vamos inventar outra?
- Menina inventadeira!
Eu, já às gargalhadas:

"Pé de chulé,
pão, manteiga com café!"

- Mas que menina inventadeira!

Mas ela é que era inventadeira: sexta-feira não podia cortar as unhas porque dava azar, vassou detrás da porta espantava visitas, almas penadas podiam virar vento nas janelas, se a gente olhava demais os brotos novos eles não cresciam, e em certas ocasiões, se a gente falasse, dava quebranto.

- O silêncio é de ouro, a palavra é de prata.

Mesmo assim contou uma história esquisita, que até hoje me dá arrepios:

"Era um homem sozinho, entre as ávores. E ali ficou. Sozinhos, seus olhos se fecharam rente às pedras. Suas mãos esfriaram, sem ninguém, no barro, sobre as folhas secas, perto dos caroços de frutas, das conchas quebradas, das formigas andarilhas. Seu corpo caiu sobre a terra. Sua boca morreu no chão, como fruto."

- Como era o rosto dele?
Eu perguntava cheia de angústia.
- Nunca tirou retrato. Para não morrer.

Também é uma história complicada. Não é só a poesia. Será que o Grande tem razão? E o Cara com aquelas composições...?

- Aos Trancos e Relâmpagos - Vilma Arêas -

quinta-feira, setembro 20, 2007

Septuagésima Quarta Voz - Suicídio


Um vento frio entra pela janela... O frio sempre me deixa reflexiva, e hoje estou com vontade de contar uma história de fadas, bruxas, duendes e outras figuras fantasiosas que povoam o universo infantil. Que venha o conto de fadas...


"Era uma vez uma princesa, outrora bela, única, sonhadora e feliz. A vida seguia tranquila, cheia de sonhos, fantasias, festas, príncipes e reinos alegres, até que um dia a princesa foi enfeitiçada por uma bruxa má. A bruxa má, invejosa, queria roubar a vida da princesa, seus sonhos, seu futuro, e a manteve adormecida, perdida no tempo e no espaço, definhando cada dia mais. Seus pais, o rei e a rainha, chamaram os maiores especialistas do mundo para que o feitiço fosse revertido, mas todos eles diziam que o pior era inevitável, e que a princesa jamais voltaria à vida. Mas a bruxa má não se deu por satisfeita. Ela queria mais... e paralisou todos no reino encantado..."


Em muitos momentos, muitos de nós permanecemos exatamente como a princesa. Adormecidos, perdidos, desiludidos, confusos... E muitas vezes o final não é "e viveram felizes para sempre", por um simples motivo: nossa vida não é um filme. Nossa vida não é um conto de fadas. E apesar de a vida ultrapassar todo entendimento, viver é nossa única e melhor opção.

Hoje um amigo disse querer morrer, aprisionado no encantamento de uma bruxa má chamada depressão. Eu o desafiei a tentar puxar o gatilho de uma vez... mas para meu alívio, a vontade de viver venceu.

Que a vida sempre vença.


- Anna Emíllia Meira Soares - (Texto escrito em 20/09/2006)

quarta-feira, setembro 05, 2007

Septuagésima Terceira Voz - Retrato


"Esse matagal sem fim...
Essa estrada, esse rio seco...
Essa dor que mora em mim
Não descansa e nem dorme cedo...
O retrato da minha vida,
É amar em segredo!

Não quer saber de mim,
E eu vivendo da tua vida...
Deus no céu e você aqui...
A esperança é quem me abriga !

Esses campos não tardam em florir,
Já se espera uma boa colheita!
E tudo parece seguir
Fazendo a vida tão direita .

Mas e você o que faz,
Que não repara no chão
Por onde tem que passar?
E pisa em meu coração?

O teu beijo em meu destino,
Era tudo o que eu queria!
Ser teu homem, teu menino!
O ser amado de todo dia."

- Djavan -

Septuagésima Segunda Voz - Milagreiro


"Agora vamos ter os girassóis do fim do ano
e o calor vem desumano!
Tudo irá se expandir, crescer com as águas!
Quiçá, amores nos corações.

E um santeiro, milagreiro,
prevê a dor de terceiros,
e diz que a vida é feita de ilusão!
E um santeiro, milagreiro,
prevê a dor de terceiros,
e diz que a vida é feita de ilusão!

Aquela que um dia o fez sonhar se foi com o outro,
no dia em que os dois se casariam!
Por amor ele aluou...
Hoje o seu pesar cintila nos varais:
usou as sete vidas e não foi feliz jamais!

Toda a imensidão...
Passou pela vida e foi cair na solidão...
Mais um santo para esculpir é o que lhe vale,
pra evitar que o rancor suas ervas se espalhe!"


- Djavan -

terça-feira, agosto 21, 2007

Septuagésima Primeira Voz - Oração


O mundo está mudando...
E já que ninguém faz nada... vamos rezar!!!
(PARA LER MELHOR A ORAÇÃO, CLIQUE NA FOTO!)