
Lei moral máxima e tão difícil de seguir...




Escrevo apenas, sem saber por quê!
Embora siga cantando entre tempestades,
Embora continue andando sobre as pedras...
Às vezes busco em vão por cantigas novas,
Como quem busca pérolas, tesouros, novidades.
Embora siga falando em vão sobre sentimentos
E diga palavras que não penetrarão ninguém,
Não canso de ser assim, por isso sigo!
Cantando as novidades em forma de tesouros,
Pérolas de mim.
Em pérolas de outrora, embora pardas,
Sem o brilho vão da inocência,
Oculto vozes, oculto sons,
Oculto desejos, sonhos,
Canções...
Escritas sob o pendor de um estandarte invisível!
Qual será?
A verdade é que me lanço às palavras
E elas se enlaçam a mim!
E ao tentar desvencilhar-me
Escrevo palavras soltas, largadas ao vento,
Como quem fala de amor a uma criança
Que embora não saiba o que lhe guarda a vida
Sabe brincar com o destino.
Apenas escrevo!
Preciso saber o porquê?
Anna Emíllia Meira Soares – 26 de maio de 2010

Num cantinho escondido de todos
Guardo uma menina assustada
Que nunca se cansa de se encantar com tudo.
Essa menina que vê o verde como único
E o céu como luz,
Se esconde pra que ninguém encontre o seu cantinho,
Porque o mundo não permite o encantamento.
O mundo destrói, mata, corrompe...
O mundo não é pra essa menina...
Para manter sua inocência,
Ao mundo revelo uma outra menina,
Disfarçada sob os recalques de uma mulher madura.
Uma mulher-menina triste, só, séria...
Uma menina-mulher com um olhar perdido e sentimentos ocultos,
Ocultados dentro do mesmo cantinho onde se esconde a menina assustada.
E em seu cantinho a menina espera por alguém a quem se entregou...
Aquele alguém que a põe no colo e lhe conta uma história de sentimentos puros...
Aquele alguém que sabe guardar segredos,
Se espantar com coisas simples...
Nesse cantinho oculto de minha alma
Guardo uma menina assustada
Que nunca se cansa de se encantar com tudo.
A parte de mim que sabe te amar...
Anna Emíllia Meira Soares – 24 de maio de 2010

Talvez eu me perca procurando saber o que não vivi,
Talvez eu me canse de procurar o seguro.
E no silêncio, perfeito, único,
Talvez me perca em promessas que nunca virão,
Em palavras que embora nunca ditas, serão mais belas.
Talvez me lembre de tempos que nunca existiram,
Ou viva de momentos imaginários.
Talvez me canse de ter esperanças e de por isso retornar ao ponto zero.
Quem sabe depois vazia, fútil ou só,
Talvez me canse de não ter esperanças e de não ter um zero pra recomeçar...
Quando não agüentar mais, talvez resolva ser feliz!
Pare de procurar, de relutar, de me perder,
de não ter esperanças, de buscar lembranças, de me esvaziar,
E comece a ser. Simples assim!
Mas isso é só talvez,
Pois não sei o limite de minha capacidade em suportar a dor.
Anna Emíllia Meira Soares – 18/05/2010


"Tiritas pa este corazón partío.
Tiritas pa este corazón partío,
Ya lo ves, que no hay dos sin tres,
que la vida va y viene y que no se detiene...
Y, qué sé yo,
pero miénteme aunque sea, dime que algo queda
entre nosotros dos, que en tu habitación
nunca sale el sol, ni existe el tiempo,
ni el dolor.
Llévame si quieres a perder,
a ningún destino, sin ningún por qué.
Ya lo sé, que corazón que no ve
es corazón que no siente,
o corazón que te miente amor.
Pero, sabes que en lo más profundo de mi alma
sigue aquel dolor por creer en ti
¿qué fue de la ilusión y de lo bello que es vivir?
¿Para qué me curaste cuando estaba herío
si hoy me dejas de nuevo con el corazón partío?
¿Quién me va a entregar sus emociones?
¿Quién me va a pedir que nunca le abandone?
¿Quién me tapará esta noche si hace frío?
¿Quién me va a curar el corazón partío?
¿Quién llenará de primaveras este enero,
y bajará la luna para que juguemos?
Dime, si tú te vas, dime cariño mío,
¿quién me va a curar el corazón partío?
Tiritas pa este corazón partío.
Tiritas pa este corazón partío.
Dar solamente aquello que te sobra
nunca fue compartir, sino dar limosna, amor.
Si no lo sabes tú, te lo digo yo.
Después de la tormenta siempre llega la calma.
pero, sé que después de ti,
después de ti no hay nada.
¿Para qué me curaste cuando estaba herío
Si hoy me dejas de nuevo con el corazón partío?
¿Quién me va a entregar sus emociones?
¿Quién me va a pedir que nunca le abandone?
¿Quién me tapará esta noche si hace frío?
¿Quién me va a curar el corazón partío?
¿Quién llenará de primaveras este enero,
y bajará la luna para que juguemos?
Dime, si tú te vas, dime cariño mío,
¿quién me va a curar el corazón partío?

Mas não vou chorar
Se você quiser partir
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade
Um dia vai acabar...
Só quero te lembrar
De quando a gente
Andava nas estrelas
Nas horas lindas
Que passamos juntos...
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história não
Termina agora
E essa tempestade
Um dia vai acabar...
Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela
E veja: Eu sou o Sol...
Eu sou céu e mar
Eu sou seu e fim
E o meu amor é imensidão..."
- Ramòn Cruz -




Na verdade, aqui o carnaval já começou desde a segunda-feira (oficiosamente), com direito a batidas de carro causadas por motoristas embriagados, engarrafamentos monumentais pela cidade, corre-corre em Ondina, Barra, Campo Grande...
