segunda-feira, maio 11, 2009

124ª Voz - Ainda não sei...


Bem...
Entre cafés, livros, msn, orkut, blogs, fotos, ônibus, paisagens, chuvas, cartões, flores, gritos, vozes, sussurros, sonhos, travesseiros, camas, paredes, estantes, portas, fogões, geladeiras, mesas, pães, armários, tapetes, janelas, cortinas, xícaras, chaves, corações, medos, eu te amo, dores, comprimidos, faz-de-conta, contas, conchas, olhos, gatos, cachorros, papagaios, tartarugas, balanços, gangorras, roda-gigante, trem fantasma, chapéu mexicano, gripe suína, televisão, DVD, brigas, reconciliações, ausência, silêncios, casamentos, aniversários, feijoadas, panfletos, viagens, abraços, despedidas, reencontros, presenças, ausências, português, inglês, matemática, serra, montanha, praia, frio, calor, observatório, pássaros, neve, sol, estrelas, lua, teto, chão, reticências...
Ainda exigem que eu saiba o que eu quero...

- Todas as Vozes -

sábado, maio 02, 2009

123ª Voz - O Cajueiro


Sempre gostei de quintais. Quando criança eu tinha no quintal de minha casa um lugar mágico. Nele moravam um balanço, uma goiabeira, uma mangueira, um pé de laranja-lima (igual o do livro) e um cajueiro. O cajueiro era meu preferido! Em sua sombra eu armava minha casa, colocava meus brinquedos, revestia o chão de tapetes, almofadas, esteiras, ursos de pelúcia, bonecas, e meus companheiros preferidos: os livros. Em sua sombra viajei pelo Reino das Águas Claras, e fiquei deitada na esperança de sentir a Terra girar em seu movimento de rotação. Na primavera voltava para casa cheia de florzinhas de caju emaranhadas em meu cabelo, e com a camisa cheia de nódoas.

Um belo dia, o cajueiro chegou ao fim de seus dias. Numa noite de tempestade, provavelmente por conta da ventania, ele não resistiu ao peso de seus galhos e foi ao chão. Escondida, eu chorei.
O tempo se encarrega de apagar algumas lembranças, e de deixar outras cada vez mais presentes. Outras ele trata de reavivar. Eu cresci, mudei de cidade, conheci outros lugares, tive momentos de riso, dias de lágrimas...

Em um desses dias de lágrimas, fui levada a um outro Quintal, e a mágica se fez. Me senti transportada para tempos de recordações profundas, de felicidade plena, e de inocência. Sentada nesse Quintal, eu pude ver o céu, senti o cheiro das folhas da mangueira, e por um momento enxerguei por entre elas as lembranças de meu Cajueiro.

Fui despertada de minhas divagações por uma voz e por olhos que pareciam me enxergar de verdade. Meus olhos pareciam conhecer aquele rosto há séculos. Depois de muito tempo senti como se estivesse no lugar certo, com a pessoa certa, no momento exato. E me deixei levar. Não tinha mais volta...

- Todas as Vozes -

122ª Voz - Ficção?


Naquele dia quando acordei, escutei um nome que não era o meu.
Me questionei sobre os inúmeros motivos que me fizeram estar ali.
Pairei em pleno ar, andando em terra. Cabeça nas estrelas, pés no chão, vento nos cabelos. Eu era outra, mas não sabia sê-la. Era mais forte, e me sentia frágil. Era mulher, e me senti menina.
Algo havia acontecido, e eu ainda não reconhecera. Meus olhos estavam abertos, mas ainda desconheciam o enxergar. Minha boca tinha voz, mas minha mente desconhecia o verbo.
Havia nascido? Havia morrido? Havia acordado?

- Todas as Vozes -

terça-feira, abril 14, 2009

121ª Voz - Sermão do Mandato


…sobre as palavras que tomei, tratarei quatro coisas, e uma só. Os remédios do amor e o amor sem remédio…

Padre Antonio Vieira
(1608-1697)



Primeiro Remédio
O Tempo

Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sábiamente pintaram o amor menino, porque não há amor tão robusto, que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira, embota-lhe as setas, com que já não fere, abre-lhe os olhos, com que vê o que não via, e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhes os defeitos, enfastia-lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos.

Segundo Remédio
Ausência

Muitas enfermidades se curam só com a mudança do ar; o amor com a da terra. E o amor como a lua que, em havendo terra em meio, dai-o por eclipsado. E que terra há que não seja a terra do esquecimento, se vos passastes a outra terra? Se os mortos são tão esquecidos, havendo tão pouca terra entre eles e os vivos, que podem esperar, e que se pode esperar dos ausentes? Se quatro palmos de terra causam tais efeitos, tantas léguas que farão? Em os longes, passando de tiro de seta, não chegam lá as forças do amor. Os filósofos definiram a morte pela ausência: Mors est absentia animae a corpore. Despediram-se com grandes demonstrações de afeto os que muito se amavam, apartaram-se enfim, e, se tomardes logo o pulso ao mais enternecido, achareis que palpitam no coração as saudades, que rebentam nos olhos as lágrimas, e que saem da boca alguns suspiros, que são as últimas respirações do amor. Mas, se tomardes depois destes ofícios de corpo presente, que achareis? Os olhos enxutos, a boca muda, o coração sossegado: tudo esquecimento, tudo frieza. Fez a ausência seu ofício, como a morte: apartou, e depois de apartar, esfriou.

Terceiro Remédio
Ingratidão

Assim como os remédios mais eficazes são ordinariamente os mais violentos, assim a ingratidão é o remédio mais sensitivo do amor, e juntamente o mais efetivo. A virtude que lhe dá tamanha eficácia, se eu bem o considero, é ter este remédio da sua parte a razão. Diminuir o amor o tempo, esfriar o amor a ausência, é sem-razão de que todos se queixam; mas que a ingratidão mude o amor e o converta em aborrecimento, a mesma razão o aprova, o persuade, e parece que o manda. Que sentença mais justa que privar do amor a um ingrato? O tempo é natureza, a ausência pode ser força, a ingratidão sempre é delito. Se ponderarmos os efeitos de cada um destes contrários, acharemos que a ingratidão é o mais forte. O tempo tira ao amor a novidade, a ausência tira-lhe a comunicação, a ingratidão tira-lhe o motivo. De sorte que o amigo, por ser antigo, ou por estar ausente, não perde o merecimento de ser amado; se o deixamos de amar não é culpa sua, é injustiça nossa; porém, se foi ingrato, não só ficou indigno do mais tíbio amor, mas merecedor de todo o ódio. Finalmente o tempo e a ausência combatem o amor pela memória, a ingratidão pelo entendimento e pela vontade. E ferido o amor no cérebro, e ferido no coração, como pode viver? O exemplo que temos para justificar esta razão ainda é maior que os passados.

Quarto Remédio
O melhorar de objeto

Dizem que um amor com outro se paga, e mais certo é que um amor com outro se apaga. Assim como dois contrários em grau intenso não podem estar juntos em um sujeito, assim no mesmo coração não podem caber dois amores, porque o amor que não é intenso não é amor. Ora, grande coisa deve de ser o amor, pois, sendo assim, que não bastam a encher um coração mil mundos, não cabem em um coração dois amores. Daqui vem que, se acaso se encontram e pleiteiam sobre o lugar, sempre fica a vitória pelo melhor objeto. É o amor entre os afetos como a luz entre as qualidades. Comumente se diz que o maior contrário da luz são as trevas, e não é assim. O maior contrário de uma luz é outra luz maior. As estrelas no meio das trevas luzem e resplandecem mais, mas em aparecendo o sol, que é luz maior, desaparecem as estrelas. Em aparecendo o maior e melhor objeto, logo se desamou o menor.

Amor Sem Remédio

Se quando se rendem ao mesmo amor todos os contrários, será justo que lhe resistam os seus, e se na hora em que morre de amor sem remédio o mesmo amante, será bem que lhe faltem os corações daqueles por quem morre? Amemos a quem tanto nos amou, e não haja contrário tão poderoso que nos vença, para que não perseveremos em seu amor.

- Padre Antonio Vieira -

segunda-feira, abril 13, 2009

120ª Voz - ...


Estive relendo esse blog... Nossa! Como eu gostaria de apagar algumas postagens que me parecem hoje simplesmente desnecessárias. Por favor, desconsiderem-nas! Ou então considerem-nas com carinho... Ou ainda: tentem compreender, tentem relevar, e se não for possível, apenas mudem de página.

Se alguma dessas postagens servirem de voz para algum de vocês,no entanto, usem-na!
Apenas não se esqueçam dos direitos autorais caso esteja assinado por "Todas as Vozes"! Sim... eu sou "Todas as Vozes" e me chamo Anna Emíllia! Decidi mostrar a minha cara, porque no final das contas todas as vozes que se manifestam nesse blog têm a minha voz como representante, e que voz representante é essa que permanece escondida?

Realmente eu gostaria de deletar algumas postagens... ah, eu gostaria! Começaria por essa... Talvez...

- Todas as Vozes -

sexta-feira, março 27, 2009

119ª Voz - Onde ficam as chaves para A Porta?


Ouvi falar de uma porta. Não era apenas uma porta, mas A Porta. Passagem mágica para um outro mundo, uma outra dimensão, um outro sonho. Quiçá uma outra vida.

Não sei onde fica... quem a encontrou nunca voltou para contar. Mas ela existe e é uma porta muito divertida! Nunca a vi, tá bem... mas acredito na Porta...

Quando ouvi sobre Ela, meu mundo mudou. Ganhou um novo significado, uma nova importância... o sol brilhou mais forte, até a chuva parecia menos fria...

Depois de ouvir sobre A Porta, descobri um jardim... brinquei em uma gangorra... me escondi da chuva embaixo de uma tenda... ganhei uma rosa... os gatos ficaram mais divertidos... até a distância se tornou pequena...

Tudo graças à Porta...

Será?

- Todas as Vozes -

quarta-feira, dezembro 17, 2008

118ª Voz




Cantemos a canção da vida,/ na própria luz consumida...

(Mario Quintana, "Inscrição para uma lareira")

sexta-feira, novembro 07, 2008

119ª Voz - Como esquecer um grande amor...



Espaço reservado para aquele ou aquela que descobrir a fórmula secreta destinada a esse FIM!

quarta-feira, outubro 01, 2008

118ª Voz - Lua e Estrela


"Menina do anel de lua e estrela
Raios de sol no céu da cidade.
Brilho da lua oh oh oh, noite é bem tarde
Penso em você, fico com saudade

Manhã chegando
Luzes morrendo, nesse espelho
Que é nossa cidade
Quem é você, oh oh oh qual o seu nome
Conta pra mim, diz como eu te encontro
Mas deixa o destino, deixe ao acaso
Quem sabe eu te encontro
De noite no Baixo
Brilho da lua oh oh oh, noite é bem tarde
Penso em você, fico com saudade"

(Caetano Veloso)

domingo, setembro 14, 2008

sábado, julho 19, 2008

116ª Voz - I´m better alone


You held my hand and walked me home, I know...
Why'd you gave me that kiss it was something like this and made me go ooh ohh
You wiped my tears, got rid of all my fears, why did you have to go?
Guess it wasn't enough to take up some of my love?
Guys are so hard to trust...

Did I not tell you that I'm not like that girl, the one who gives it all away...

Did you think that I was gonna give it up to you, this time?
Did you think that it was something I was gonna do and cry?
Don't try to tell me what to do, don't try to tell me what to say,
You're better off that way

Don't think that your charm and the fact that your arm is now around my neck
Will get you in my pants I'll have to kick your ass and make you never forget
I'm gonna ask you to stop,
I thought I liked you a lot, but I'm really upset
So get out of my head, get off of my bed yeah that's what I said

Did I not tell you that I'm not like that girl, the one who,who gives it all away?

This guilt trip that you put me on won't mess me up I've done no wrong
Any thoughts of you and me have gone away

Did you think that I was gonna give it up to you, this time?
Did you think that it was something I was gonna do and cry?
Don't try to tell me what to do, don't try to tell me what to say,
You're better off that way
Better off that way
I'm better off alone anyway

- Avril Lavigne -

115ª Voz - Maybe Tomorrow


And I wanna believe you when you tell me that it'll be okay
Yeah, I try to believe you
But I don't

When you say that it's gonna be
It always turns out to be a different way
I try to believe you
Not today,

I don't know how I'll feel
Tomorrow
I don't know what to say
Tomorrow
Tomorrow is a different day

Its always been up to you
Its turning around, its up to me
I'm gonna do what I have to do
Just don't

Give me a little time
Leave me alone a little while
Maybe its not too late
Not today

I don't know how I'll feel
Tomorrow
I don't know what to say
Tomorrow
Tomorrow is a different day


And I know I'm not ready
Maybe tomorrow

- Avril Lavigne - hehehe

114ª Voz - Kiss


Existia uma torre acinzentada sozinha no mar, e você se tornou a luz no meu lado sombrio. O amor continua sendo a droga que dá uma onda, sem uso de pílulas... Mas você sabia, que quando neva os meus olhos se tornam maiores,e a luz que você emite pode ser vista?
Querida... eu comparo você ao beijo de uma rosa no cinza... Quanto mais eu recebo de você, mais estranha é a sensação... E agora que a sua rosa está desabrochando, uma luz atinge a escuridão do cinza...
Existe tanta coisa que um homem pode contar a você,tanto que ele pode dizer... Você continua sendo meu poder, meu prazer, minha dor...
Querida, para mim você é como um vício crescente que eu não posso negar! Me diz, isso é saudável?
Mas você sabia, que quando neva os meus olhos se tornam maiores,e a luz que voce emite pode ser vista...

Eu fui beijado por uma rosa sobre o cinza. Eu fui beijado por uma rosa sobre o cinza...(E se eu cair, tudo isso irá embora?) Eu fui beijado por uma rosa sobre o cinza. Existe tanta coisa que um homem pode contar a você,tanto que ele pode dizer... Você continua sendo meu poder, meu prazer, minha dor.

Agora que a sua rosa está desabrochandoUma luz atinge a escuridão cinzenta...

(tradução - Kiss from a rose, Seal)

quarta-feira, julho 09, 2008

113ª Voz - Dou não dou


Você me faz sofrer e diz que chorar
Não faz mal a ninguém
Eu quero ver meu bem
Quando você vai querer crescer

Não vê que além de ti
Não existirá no mundo mais ninguém
Também se mais houver é loucura
Refaça e diga que me quer namorar
Criatura do céu
E a gente faz amor quando tiver que acontecer

Se eu te desejo logo posso esperar
Que um dia vou ver
A fera ronronar com doçura
Aí quem sabe a gente emenda
Aí quem sabe a gente vá

Depois da explosão,do vem meu bem
Dou não dou
Se apaixonar
O tempo passa o amor aumenta
E tudo passa a ser demais
E a sensação de conviver com a dor cai
- Djavan -

112ª Voz - I´ll do my crying in the rain


I'll never let you see
The way my broken heart is hurting me
I've got my pride and I know I'll do hide
All my sorrow and pain
I'll do my crying in the rain

If I wait for stormy skies
You won't know the rain from the tears in my eyes
You'll never know that I still love you so
Though the heartaches remain
I'll do my crying in the rain

Raindrops falling from heaven
Could never take away my misery
But since we're not together
I pray for stormy weather
To hide these tears
I hope you'll never see

Someday when my cryin's done
I'm gonna wear a smile and walk in the sun
I may be a fool
But till then, darling, you'll, never see me complain
I'll do my crying in the rain
I'll do my crying in the rain

Since we're not together
I pray for stormy weather
To hide these tears
I hope you'll never see
Someday when my cryin's done
I'm gonna wear a smile and walk in the sun
I may be a fool
But till then, darling, you'll, never see me complain
I'll do my crying in the rain
I'll do my crying in the rain

segunda-feira, junho 09, 2008

111ª Voz - Fix You


When you try your best, but you don't succeed,
When you get what you want, but not what you need,
When you feel so tired, but you can't sleep
Stuck in reverse!

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try, to fix you

And high up above or down below
When you're to in love to let it go
But if you never try, you'll never know
Just what you're worth.

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try, to fix you.

Tears stream down your face,
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face
And I...

Tears stream down your face
I promise you that
I'll learn from my mistakes
Tears stream down your face
And I...

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
- Coldplay -

segunda-feira, maio 05, 2008

Centésima Décima Voz - O Amor


Meu bem não chore
O nosso amor não acabou
Só porque alguém olhou pra mim
E me dedicou tudo de bom
Só porque alguém me desejou
E parece que eu correspondi
Só porque alguém me quis feliz
Só porque alguém me conquistou

O amor não é seu
Não é meu nem de ninguém
O amor só quer amor
Não importa de onde vem
Não é mal nem é bem
O amor ninguém mandou
O amor não é meu
Não é seu nem de ninguém
Não tem cheiro, não tem cor
Nem é servo de ninguém

É por isso que na dor
Também pode haver amor

O amor não é seu
Não é meu nem de ninguém
O amor não é seu
Não é meu nem de ninguém
- Jorge Papapa -

quinta-feira, abril 03, 2008

Centésima Nona Voz - Sete




Sete dias
Sete noites
Sete rimas de um poema
Sete dores
Sete amores
Sete cores
Sete, sete, sete vidas

Sete ventos
Sete anos
Sete vezes
Sete anjos
Sete versos
Sete banjos
Só pra ter com que rimar

Mas se sete são pecados
Entre sete há desejos
Com mais sete, sete lados
Vezes sete, sete beijos
- Todas as Vozes -

segunda-feira, março 31, 2008

Centésima Oitava Voz - Adeus você...


Adeus você!
Eu hoje vou pro lado de lá!
Eu tô levando tudo de mim,
que é pra não ter razão pra chorar!
Vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar...
Cuida do teu, pra que ninguém te jogue no chão
Procure dividir-se em alguém!
Procure-me em qualquer confusão!
Levanta e te sustenta, e não pensa que eu fui por não te amar!

Quero ver você maior, meu bem!
Pra que minha vida siga adiante!

Adeus você!
Não venha mais me negacear!
Teu choro não me faz desistir,
teu riso não me faz reclinar!
Acalma essa tormenta e se agüenta, que eu vou pro meu lugar!

É bom...
Às vezes se perder sem ter porque, sem ter razão
É um dom...
Saber envaidecer
Por si saber mudar de tom

Quero não saber de cor, também
Pra que minha vida siga adiante...

- Marcelo Camelo -

Centésima Sétima Voz - Ciúme


Eu quero levar uma vida moderninha
Deixar minha menininha sair sozinha
Não ser machista e não bancar o possessivo
Ser mais seguro e não ser tão impulsivo...
Mas eu me mordo de ciúme
Mas eu me mordo de ciúme...
Meu bem me deixa sempre muito à vontade
Ela me diz que é muito bom ter liberdade
E que não há mal nenhum em ter outra amizade
E que brigar por isso é muita crueldade...
Mas eu me mordo de ciúme
Mas eu me mordo de ciúme
Mas eu me mordo de ciúme
Mas eu me mordo de ciúme...
- Ultrage a Rigor -

Centésima Sexta Voz - Inovação


Não sei de nada sou um eterno aprendiz
O som que agrada amigo é você quem diz
E eu assumo agora tudo que eu fiz foi só
E esse som é diferente eu sei

Eu não fiz nada amigo eu só inovei
Estakazero amigo esse é o meu forró
Meu Bob Marley se chamava Luiz
Não era o rei do reggae e sim do baião
Minha Jamaica é o Nordeste é o Sertão
É o som da terra é que o pé da serra que nasce o forró

Forró pesado xote colado
E a menina na ponta do pé
É que eu te carregue forró com reggae
É que faz a poeira subir
É forró pesado xote colado
E a menina na ponta do pé
É que eu te carregue forró com reggae
Venha se entregue então vamos fugir...

- Kuque Malino -

terça-feira, março 25, 2008

Centésima Quinta Voz - Canção da Despedida


Eu saí da estrada há muito tempo atrás,
Indo atrás de uma miragem que desapareceu
Só os loucos acreditam em fantasmas,
Como amor eterno que alguém prometeu!


Eu dei mais do que podia e isso não bastou!
Mas um dia a gente acorda e a febre já passou!


E hoje estou de volta à vida, aos amigos, aos sorrisos, sob o sol
E hoje estou de volta à vida!
Pra você essa canção da despedida!


Dessa vez perdi o rumo e a medida!
Fiquei tão fraco quanto alguém pode ficar!
Nessa viagem quase cego eu te seguia,
e fazia quase tudo pra agradar!


Eu tentava acreditar que isso é que era amor...
Eu estive tão doente e agora já passou!


E hoje estou de volta à vida, os amigos, aos sorrisos, sob o sol
E hoje estou de volta à vida!
Pra você essa canção da despedida!


E eu tentava acreditar que isso é que era amor...
Eu estive tão doente e agora já passou !


- Leoni -

Centésima Quarta Voz - Depois do Fim


Mas como eu começo depois do fim?
O som da porta batendo atrás de mim...
Minha vida se parte em pedacinhos pequenos!
O que restou, o que dizer, prá quem ligar, aonde ir?

O vazio total e a urgência de recomeçar
Em que casa, em que rua, em que mundo eu vou morar?
Onde eu vou entre o fim do trabalho e o começo do sono?
Prá te esquecer me entrego pra qualquer bobagem na TVE

Eu rezo pra dormir, mas Deus não quer me ouvir!
Eu tento resistir enquanto a noite e o céu desabam sobre mim!

Sobra espaço no armário e agora aqui...
O vazio na alma, na cama e ao redor de mim

Caio em prantos na rua e nem ligo!
Me acostumei com vexames!
Volta pra mim, me mostra onde eu errei e te perdi

E eu rezo pra dormir, mas Deus não quer me ouvir!
Eu tento resistir enquanto a noite e o céu desabam sobre mim...

- Leoni e Boni Borja -

segunda-feira, março 17, 2008

Centésima Terceira Voz - Um copo dágua e uma tempestade...


Assumo minha culpa por esse dia chuvoso!
Fui eu quem trouxe a chuva em minhas palavras.
Sei o estrago de tanta água, mas não consigo pará-la...
Pois essa chuva, ela é surda, muda, cega...
Incontestavelmente desobediente...

Assumo minha culpa por esse dia chuvoso!
Mas reconheça:
Não fui eu quem semeou o vento que trouxe tempestade!
A voz que ecoa nesse trovão não é minha!
E a luz daquele raio cegou apenas meus olhos... não os seus...
Calou apenas minha alma... não a sua...
Ordene a esse vento que sopre!
Que sopre o mais forte possível, e leve essa tempestade para longe!
Fique em silêncio por um minuto!
Ouça o que eu digo!
Cale esses trovões!

Agora que nada mais existe para ofuscar meu olhar,
peço-lhe apenas para que devolva meu coração...
Aquele coração puro e sem máculas que eu te entreguei,
e do qual você não soube cuidar...

Sem ele, meus dias serão todos nublados, encobertos...
Sem ele, o sol não pode voltar a brilhar para mim...
Sem meu coração, não há Razão...

- Todas as Vozes -

terça-feira, março 11, 2008

Centésima Segunda Voz - Estranheza...


Estranho seria se eu não perdesse a lucidez diante de tanta estranheza...
Eu: estranha de mim mesma
Eu: estranha na situação
Estranho amor
Estranhas reações
Estranho descontrole
Estranhas ações
Estranhas conseqüências
Estranha loucura...

Passional
Racional
Sem razão
Sem motivos
Sem tamanho
Sem solução
Sem resolução...
Sem final...
Sem vontade
Sem coragem
Sem mim
Sem você
Sem os outros
Sem as outras

Decepção
Desconfiança
Desesperança
Dor
Sofrimento
Imaginação
Desejo
Vontade
Saudade
Luta

Estranho seria se eu não perdesse a lucidez diante de tanta estranheza...
Eu: estranha de mim mesma
Eu: estranha na situação
Estranho amor
Estranhas reações
Estranho descontrole
Estranhas ações
Estranhas conseqüências
Estranha loucura...
Estranheza do tempo que não passa e não faz passar...
- Todas as Vozes -

domingo, março 09, 2008

Centésima Primeira Voz - Fênix


Eu! Prisioneiro meu!
Descobri no brêu uma constelação...

Céus! Conheci os céus pelos olhos seus: véu de contemplação...
Deus!
Condenado eu fui a forjar o amor no aço do rancor
E a transpor as leis mesquinhas dos mortais...

Vou! Entre a redenção e o esplendor de por você viver...
Sim! Quis sair de mim, esquecer quem sou e respirar por ti
E assim transpor as leis mesquinhas dos mortais...

Agoniza virgem Fênix, o amor!
Entre cinzas, arco-íris, esplendor!
Por viver às juras de satisfazer o ego mortal...
Coisa pequenina,
Centelha divina,
Renasceu das cinzas
Onde foi ruína,
Pássaro ferido,
Hoje é paraíso...
Luz da minha vida
Pedra de alquimia
Tudo o que eu queria
Renascer das cinzas...
E eu!

Quando o frio vem nos aquecer o coração
Quando a noite faz nascer a luz da escuridão
E a dor revela a mais esplêndida emoção...
O amor!

- Jorge Vercilo e Flávio Venturini -

Centésima Voz - Devaneio


Mergulhei no mar
E não dava pé
Me apaixonei
Mas não sei por quem
Sonho com alguém
Que você não é

Eu me entreguei demais
Eu imaginei demais
E o silêncio fala mais que a traição
Foi um devaneio meu
Um veraneio seu
E um outono inteiro
Em minhas mãos

Vi um sol nascer
Pelos olhos seus
Me deixei levar
Eu não refleti
Que era a luz dos meus
Refletida em ti

Eu me entreguei demais
Eu imaginei demais
E o silêncio fala mais que a traição

Foi um devaneio meu
Um veraneio seu
E um outono inteiro em minhas mãos

- Jorge Vercilo -

Nonagésima Nona Voz - Cura


"Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu...

Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu...

Calma! Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu...

Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Um capricho do sol
No jardim do céu...

Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu...

Calma! Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
A mesma idade
Que a idade do céu...

- Moska -

sábado, fevereiro 16, 2008

Nonagésima Oitava Voz - Nostalgias no topo do mundo


Diz quanto custa o seu sorriso

Diz quanto custa o seu amor

Faço o que for preciso

Faço tudo que preciso for


Eu pulo do alto da torre

Só por você

E subo no topo do mundo tentando

Encontrar, seu olhar

Riqueza nem ouro eu tenho a oferecer

Só tenho no peito o tesouro guardado

Pra te dar, te amar


- Jaupery e Gigi

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Nonagéxima Sétima Voz - A Voz de David


O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia do Senhor me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Nonagésima Sexta Voz - Soneto


Por que me descobriste no abandono
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morta de sono

Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morta de medo

Por que não me deixaste adormecida
E me indicaste o mar, com que navio
E me deixaste só, com que saída

Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida
Quando eu estava bem, morta de frio

- Chico Buarque -

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Nonagésima Sétima Voz - Indiferença


Não sei quando deixei de estar em ti
Mas sei que não deixei de te amar

Não sei...
Mas te amei demais sem saber
Sem saber que era amor
Sem saber que havia tanta dor em gostar...

Não sei quando deixei se estar em mim
mas sei quanto sofro ao te amar...

Não sei...
Mas eu sofri sem saber
Sem saber que era dor
Sem saber que havia mais que paixão no ar...

Não sei quando deixei de me iludir
mas sei que não matou meu amor...

Não sei...
mas a indiferença marcou
Sabendo que não havia amor...
E que sem amor é melhor calar...

E agora?

- Todas as Vozes -

Nonagésima Sexta Voz - Resposta



Bem mais que o tempo que nós perdemos
Ficou pra trás também o que nos juntou.
(...)
Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar que ninguém mais pisou.

Você está vendo o que está acontecendo?
(...)
Prefiro continuar distante...

- Samuel Rosa e Nando Reis -

Nonagésima Quinta Voz - Não vou mais chorar




Eu não vou mais chorar
Eu fiz o que pude
Não paro de pensar
Essa distância me ilude

Não posso acreditar
Que eu não pude
Parar para te esperar
Essa distância me ilude

Não dá mais pra continuar assim
Eu quero que você me ajude
Eu quero que você volte a acreditar em mim
Mas para isso é preciso que eu mude
- Nando Reis -

Nonagésima Quarta Voz - Desperdício


Você desperdiçou o amor
Partiu e nunca mais ligou
Você me complicou, usou...
Fugiu com a minha paz...

Foi assim: desilusão!
A Tua indiferença calou a paixão
Meus sonhos se perderam
Não pude evitar
Desejos se renderam pra nunca te amar...

Eu vou desafiar seu coração
Vc vai me procurar!
Não volto não!!

Vou te desafiar: provocação!
Não quero mais te amar...

Você desperdiçou o amor
Partiu e nunca mais ligou
Você me complicou, usou...
Fugiu com a minha paz...

- Liah, Dani Mõnaco e Rick Azevedo -

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Nonagésima Terceira Voz - Feito em dois segundos


Pensando em mim
como um sorriso
um acalento
gesto meu

Me satisfaz
Altivo e doce
O meu rosto refletido
Tão fugaz o sentimento
escondido entre os cabelos
os olhares vaidosos
É tão perspicaz meu olhar
quando olha pra mim...



- Ticiana Fróes -

Nonagésima Segunda Voz - Doidice


É natural
Um vendaval que passa aqui
Mais doidice ali
Ou uma seca que arrasou
Pior é não te ver agora
Aflora vícios
Claras manhãs
Ou tanto mais que eu possa ter
Nada quer dizer se o teu beijo não é meu
Cio chegando
Calor explodindo
Temores rondando o ar
E eu pensando em ti

Me apaixonei?
Talvez, pode ser
Enlouqueci?
Não sei, nunca vi

Preciso sair
Depois que eu descobri que há você
Nunca mais existi...

- Djavan -

domingo, dezembro 23, 2007

Nonagésima Primeira Voz - Só por ti


Só de coisa boa, eu vivo

E se ando a toa, não ligo

Na praia uma canoa, preciso

Pra ficar de boa, sorriso

Só de coração, me entrego

Só em uma canção, navego

Só no seu olhar, sincero

Pra te ver chegar, espero

De viver em paz, desejo

Só um pouco mais, seu beijo

Você viajar, depois

Se você ficar, nós dois

Só por ti lembrar, saudade

Só por ti querer, vontade

Pra te namorar, amor

Só por ti viver, eu vou
- Saulo Fernandes -

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Nonagésima Voz - Interseccionada a nada


(...) Caminho torto e comprido
Por onde vamos à vida
À mesma sorte contida
Num mesmo sonho vivido
Incertezas divididas
Iguais também os desejos
Alinhados em solfejos
Nas mesmas canções sentidas
Encontros e despedidas
Histórias para contar
Que parecem se encontrar
Nos quatro cantos da terra
Onde o encantado encerra
Coisas de até assustar
(...)
Uma alma em mil viveres
Verdades pra mil dizeres
De amores sobreviventes.
]
Nessa vida ainda quero
Uma rede de balanço.
Uma rede de balanço
E um amor pra balançar.
- Socorro Lira -

sábado, dezembro 08, 2007

Octuagésima Nona Voz - Anjo Cirandeiro



Nessa rua, nessa rua tem um bosque

Que se chama, que se chama solidão

Dentro dele, dentro dele mora um anjo

Que roubou, que roubou meu coração

Se eu roubei, se eu roubei seu coração

Tu roubaste, tu roubaste o meu também

Se eu roubei, se eu roubei seu coração

É porque, é porque te quero bem

Se essa rua, se essa rua fosse minha

Eu mandava, eu mandava ladrilhar

Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante

Para o meu, para o meu amor passar...

Octuagésima Sétima Voz - Anjo IV

Saying 'I Love you' is not the words I want to hear from you
It's not that I want you
Not to say
But if you only knew
How easy it ever be to show me how you feel
More than words
Is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say
That you love me
cause I'd already know

What would you do if my heart was torn in two?
More than words to show you feel
That your love for me is real

What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you

Now that I've tried to
Talk to you and make you understand
All you have to do is
Close your eyes and just reach out your hands
And touch me
hold me close
Don't ever let me go

More than words
Is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say
That you love me c
ause I'd already know

What would you do if my heart was torn in two?
More than words
To show you feel
That your love for me is real

What would you say if I took those words away?
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you

- Gary Cherone e Nuno Bettencourt -

Octuagésima Sexta Voz - Anjo III


Santo anjo do Senhor

Meu zeloso guardador

Se a ti me confiou a piedade divina

Sempre me rege e me guarda,

governa e ilumina...

Octuagésima Quinta Voz - E por falar em anjos...


nem consigo falar...
tal a dor de não ver
tal a dor de não tocar...

e por falar em anjos
anjo da guarda, anjo amigo, anjo pecador
todos os anjos
todos os dias
todos os céus
pecados, amores, desejos...
são só momentos vazios e mais nada
pra você

não pra mim...


- Anna Emíllia Meira Soares -

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Octuagésima Quarta Voz - Anjo II


Acredita em anjo?
Pois é, sou o seu!
Soube que anda triste,
Que sente falta de alguém,
Que não quer amar ninguém...

Por isso estou aqui!
Vim cuidar de você!
Te proteger, te fazer sorrir!
Te entender, te ouvir!
E quando estiver cansada,
Cantar pra você dormir,
Te colocar sobre as minhas asas,
Te apresentar as estrelas do meu céu,
Passar em Saturno e roubar o seu mais lindo anel...

Vou secar qualquer lágrima
Que ousar cair!
Vou desviar todo mal do seu pensamento!
Vou estar contigo a todo momento,
Sem que você me veja...
Vou fazer tudo que você deseja!

Mas, de repente você me beija!
O coração dispara,
E a consciência sente dor!
E eu descubro que além de anjo,
Eu posso ser seu amor...

- Leonardo Reis e Saulo Fernandes -

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Octuagésima Terceira Voz - Anjo I


Hoje eu quero ser um anjo!
E sem asas 'anjear' por aí sem destino!
E assim, velar teu sono,
velar teu dia,
sonhar os sonhos presos em tua noite insone...

Hoje eu quero ser teu anjo!
E te ouvir,
mesmo que não possas falar...
Te escutar,
mesmo que não consigas gritar
E te amar,
mesmo que não possas sentir...

Hoje quero tu como meu anjo!
O anjo da guarda do anjo Eu!
E que cale teu medo em meu sorriso...
ouça o que eu grito com meu silêncio...
e finalmente se entregue a mim!
Inteiro!
E sem a dor do teu passado...

Seja meu anjo!


- Anna Emíllia Meira Soares -

segunda-feira, novembro 12, 2007

Octuagésima Segunda Voz - Saudade...


Nem sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus, não pude dar
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão, que em minha porta bate

E eu
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você

Eu corro fujo desta sombra
Em sonhos vejo este passado
E na parede do meu quarto
ainda está o seu retrato
Não quero ver pra não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
o pensamento em você...

E eu
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você
- Tim Maia -

terça-feira, novembro 06, 2007

Octugésima Primeira Voz - Oração ao Tempo


És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho!
Compositor de destinos,
Tambor de todos os ritmos,
Por seres tão inventivo,
E pareceres contínuo,
Que sejas ainda mais vivo,
No som do meu estribilho!
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido!
O que usaremos pra isso,
Fica guardado em sigilo!
E quando eu tiver saído,
Para fora do teu círculo,
Não serei nem terás sido.
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Num outro nível de vínculo.
Portanto peço-te aquilo,
E te ofereço elogios
Nas rimas do meu estilo!
Tempo tempo tempo tempo...
- trechos de Oração ao Tempo - Caetano Veloso -

domingo, outubro 21, 2007

Octuagésima Voz - Espatódea


Minha cor
Minha flor
Minha cara
Quarta estrela
Letras, três
Uma estrada

Não sei se o mundo é bom
Mas ele ficou melhor
quando você chegou
E perguntou:
Tem lugar pra mim?

Espatódea
Gineceu
Cor de pólen
Sol do dia
Nuvem branca
Sem sardas

Não sei quanto o mundo é bom
Mas ele está melhor
desde que você chegou
E explicou o mundo pra mim
Não sei se esse mundo está são
Mas pro mundo que eu vim já não era
Meu mundo não teria razão
Se não fosse a Zoe


- Nando Reis -

sexta-feira, outubro 19, 2007

Septuagésima Nona Voz - Como canção


Como canção a poesia sumiu de meus olhos
e acordei em silêncio.
Como poema, a música ecoou em meus ouvidos
e a luz de mais um dia cochilou em minha alma.
Despertei ao adormecer entorpecida por um olhar...
calmo, sereno, seguro...
distante de meus receios, de minhas culpas, de meus vacilos...

Como Poesia, aquele olhar serenou meu coração
E meus ouvidos tocaram canções nunca entoadas...
Quando a voz se fez amiga,
e as chaves estavam todas em tuas mãos
eu esperei...
esperei...
esperei...

Como luz, tuas mãos tocaram as minhas
e minha alma não reconhecia o novo...
ecoaram vozes, ecoaram risos, se fez silêncio...
e em cada sussurro o inesperado era concreto...

E como silêncio tua vontade tocou minha alma
e qual criança ela confiou em ti...

- Anna Emíllia Meira Soares -

terça-feira, outubro 02, 2007

Septuagésima Oitava Voz - Like a Star


" Just like a star across my sky,
just like an angel off the page,
you have appeared to my life,
feel like I'll never be the same,
just like a song in my heart,
just like oil on my hands,
Honor to love you,
Still i wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
we do it all the time,
blowing out my mind,
You've got this look i can't describe,
you make me feel like I'm alive,
when everything else is a fade,
without a doubt you're on my side,
heaven has been away too long,
can't find the words to write this song
Of your love,
Still i wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
we do it all the time,
blowing out my mind,

I have come to understand,
the way it is,
It's not a secret anymore,
'cause we've been through that before,
from tonight I know that you're the only one,
I've been confused and in the dark,
now I understand,
I wonder why it is,
I don't argue like this,
with anyone but you,
I wonder why it is,
I won't let my guard down,
for anyone but you
we do it all the time,
blowing out my mind,
Just like a star across my sky,
just like an angel off the page,
you have appeared to my life,
feel like I'll never be the same,
just like a song in my heart,
just like oil on my hands."
- Corine Bailey Rae -