quinta-feira, junho 14, 2007

Quinquagésima Nona Voz - John Lennon


“Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém...”
- John Lennon -

quarta-feira, junho 13, 2007

Quinquagésima Oitava Voz - Amor e Bombas


O nosso amor
É um bebê tentando respirar
Enquanto isso eu passo longe a berrar
Bombas explodem
E granadas nos fazem beijar
Com mais ardor
Sem violência contra o nosso amor
Sua ausência é o meu terror
E a ciência não achou melhor remédio
Do que "I love you"
Para curar o mal que o mundo contraiu
Poder fazer da má notícia
Um pensamento de delícia
Seus olhos são dois milhõezinhos de dólares
Que assaltei com beijos metralhadores
À mão armada de carinho que não bate
Bomba de chocolate, meu amor!

- Eduardo Dusek -

segunda-feira, junho 11, 2007

Quinquagésima Sétima Voz - Flor


Flor!
Tô indo pro sertão!
Olha só meu coração como que tá!
Bate outra vez!
Descompassado, ritmado... seja lá, como quiser!
Mas bate qual sino!
Sino Forte, bravo, casadoiro!
Alguém bateu na minha porta!
Nem abri, nem perguntei quem era!
Eu respondi já fui!

- Todas as Vozes -

quarta-feira, junho 06, 2007

Quinquagésima Sexta Voz - Viagem


Hoje eu viajo! Pego minha mala, meu travesseiro e meu cobertor! Entro no ônibus e me despeço da Big City...
Sei que de madrugada verei a névoa! Sentirei o frio! O corpo pesado...
Sei que o raiar do sol me trará um horizonte mais que conhecido! E a chegada me trará o cheiro de anos passados...
O descer do ônibus, o descer da rua (ou o subir da ladeira)... as paredes azuis, as grades outrora marrons (hoje são brancas)... 75!
Queria tanto que essa viagem me levasse a mais do que minha casa. Queria que ela me levasse para o meu lar...
Mas o meu lar mudou, eu mudei, minha vida mudou...
Me lembro de uma canção...
"Mudaram as estações... nada mudou! Mas eu sei que alguma coisa aconteceu! Tá tudo assim... tão diferente..
Se lembra quando a gente tentou um dia acreditar que tudo era pra sempre... sem saber, que o pra sempre, sempre acaba...
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém, só penso em você e aí então, estamos bem...
Mesmo com tantos motivos, pra deixar tudo como está
Nem discutir, nem tentar, agora tanto faz...
Estamos indo de volta pra casa...!"

- Anna Emíllia Meira Soares -

domingo, junho 03, 2007

Quinquagésima Quinta Voz - Poeta Orkutiano


"Ignoro tudo!

Te fiz mais para mim

do que para o mundo:

isso não ignorarei jamais,

apesar dos pesares de tuas palavras,

cheias de respostas árduas

e de desencontros."



- Paulino Vergetti -

sábado, junho 02, 2007

Quinquagésima Quarta Voz - Publicação a pedidos


... "Neste mundo de tantos anos,

entre tantos outros,

Que sorte a nossa hein?



Entre tantas paixões

Esse encontro,

Nós dois,

esse amor"...

- Liminha e Vanessa da Mata -

quinta-feira, maio 31, 2007

Quinquagésima Terceira Voz - Maria


Se eu fosse a sua
e não mais uma
as quatro luas eu lhe daria

Pra me tornar sua maria
uma canção eu cantaria

Minha resposta ao que eu ouvi
A mais bela melodia
foi roubar pra minha história
sua poesia de outrora

Não por jura ou promessa
nem perdão ou vaidade
Debaixo da condesseira
Sua maria de verdade


- Céu e Beto Villares -

Quinquagésima Segunda Voz - Mário Quintana


Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador"e fazem qualquer homem sofrer...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...

Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...

Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim... Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tão pouco compreenderá uma longa explicação.

Para o homem provar que é homem, não precisa ter mil mulheres. Basta fazer uma feliz...


- Mário Quintana -

segunda-feira, maio 28, 2007

Quinquagésima Primeira Voz - Hoje quem manda é você


Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão.
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão.

Apesar de você
amanhã há de ser outro dia.
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar.
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros.
Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro.

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a finezade “desinventar”.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar.

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria.

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença.
E eu vou morrer de rir
E esse dia há de virantes do que você pensa.
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia.

Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal...

- Chico Buarque -

Quinquagésima Voz - Sol


Se Deus quiser, um dia eu quero ser índio
Viver pelado, pintado de verde
num eterno domingo
Ser um bicho preguiça e espantar turista
E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, sol

Se Deus quiser um dia acabo voando
Tão banal, assim como um pardal,
meio de contrabando
Desviar de estilingue, deixar que me xinguem
E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, banho de sol

Baila comigo, como se baila na tribo
Baila comigo, lá no meu esconderijo

Se Deus quiser um dia eu viro semente
E quando a chuva molhar o jardim,
ah, eu fico contente
E na primavera vou brotar na terra

E tomar banho de sol, banho de sol, banho de sol, sol

Se Deus quiser um dia eu morro bem velha
Na hora "H" quando a bomba estourar quero ver da janela
E entrar no pacote de camarote

- Rita Lee -

sexta-feira, maio 25, 2007

Quadragésima Nona Voz - Notícia antiga


Índio quer espelho para ver os "zóio"

Índio quer espelho
Pra ver azul do céu

Índio troca pureza por espelho
Índio troca pureza por azul
Índio quer reflexo puro

Índio quer azul do céu...
Mas céu não tem mais não...
Só tem fumaça...

E a pureza se cala
à sua própria sorte
e nega à vida qualquer fio de sorte...

E chora o homem,
e chora o Índio...
E chora o céu a falta do azul...

Índio faz dança da chuva
pra ver se chove alegria...
Mas do céu só cai lágrima...

- Anna Emíllia Meira Soares -

segunda-feira, maio 21, 2007

Quadragésima Oitava Voz - Blues


"Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas

Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça

Vamos pedir piedade
Pois há um incêncio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem"

- Frejat e Cazuza -

sábado, maio 19, 2007

Quadragésima Primeira Voz - Se


"Você disse que não sabe se não
Mas também não tem certeza que sim
Quer saber?
Quando é assim
Deixa vir do coração
Você sabe que eu só penso em você
Você diz que vive pensando em mim
Pode ser
Se é assim
Você tem que largar a mão do não
Soltar essa louca, arder de paixão
Não há como doer pra decidir
Só dizer sim ou não
Mas você adora um se...
Eu levo a sério mas você disfarça
Você me diz à beça e eu nessa de horror
E me remete ao frio que vem lá do sul
Insiste em zero a zero e eu quero um a um
Sei lá o que te dá, não quer meu calor
São Jorge por favor me empresta o dragão
Mais fácil aprender japonês em braile
Do que você decidir se dá ou não".
- Djavan -

quinta-feira, maio 17, 2007

Quadragésima Voz - Vinícius amou demais


"Nunca fui covarde
Mas agora é tarde
Amei tanto
Que agora nem sei mais chorar

Vivi te buscando
Vivi te encontrando
Vivi te perdendo
Ah, coração, infeliz até quando?
Para ser feliz
Tu vais morrer de dor

Amei tanto
Que agora nem sei mais chorar

Nunca fui covarde
Mas agora é tarde
É tarde demais enfim
A solidão é o fim de quem ama
A chama se esvai,
a noite cai em mim."

- Vinicius de Moraes -

Trigésima Nona Voz - De Lua


"Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua)

No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu..."

- Cecília Meireles -

terça-feira, maio 15, 2007

Trigésima Oitava Voz - Só mais uma menina


E disse alguém que a Saudade pode matar
E disse outro alguém que a gente que mata ela
Em indiretas e diretas
Linhas aéreas
passagens, bagagens
violões em noites estreladas
outro alguém respondeu a alguém:
"Então mata! Assassina ela com todas as armas! Com todas as frutas que tiver direito! De todas as formas lícitas e ilícitas! De todo coração e com toda ação! Reação em qualquer sentido! Norte ou Sul! Terra ou ar! Toca um acorde e se manda! Termina a melodia! Finaliza a sinfonia! Canta a sua canção!"
E alguém dormiu feliz...

- Todas as Vozes -

Trigésima Sétima Voz - Na Sua Estante


"Te vejo errando e isso não é pecado,
exceto quando faz outra pessoa sangrar.
Te vejo sonhando e isso dá medo...
Perdido num mundo que não dá pra entrar.

Você está saindo da minha vida,
e parece que vai demorar...
Se não souber voltar ao menos mande noticia!
“Cê” acha que eu sou louca mas tudo vai se encaixar!

Tô aproveitando cada segundo antes que isso aqui vire uma tragédia!

E não adianta nem me procurar em outros timbres, outros risos...
Eu estava aqui o tempo todo só vc não viu...
E não adianta nem me procurar em outros timbres, outros risos...
Eu estava aqui o tempo todo só vc não viu...

Você tá sempre indo e vindo,
tudo bem!
Dessa vez eu já vesti minha armadura
e mesmo que nada funcione
eu estarei de pé
de queixo erguido.
Depois você me vê vermelha e acha graça,
mas eu não ficaria bem na sua estante.

Tô aproveitando cada segundo antes que isso aqui vire uma tragédia!

E não adianta nem me procurar em outros timbres, outros risos...
Eu estava aqui o tempo todo só você não viu...
E não adianta nem me procurar em outros timbres, outros risos...
Eu estava aqui o tempo todo só você não viu...

Só por hoje não quero mais te ver!
Só por hoje não vou tomar minha dose de você!
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam!
E essa abstinência uma hora vai passar..."

- Pitty -

sexta-feira, maio 11, 2007

Trigésima Sexta Voz - Dia das Mães


Vontade de ficar sozinha,
vontade de me olhar nos teus olhos
e ver a tua imagem refletida em mim mesma .

Tempo de reflexão,
de pausa,
de solidão...
De estar acompanhada em um vazio
que preenche todos os recantos de minha alma,
de minha casa,
de minha cidade.

No espelho a fé se despedaça em luz,
o caminho se obscurece em busca de si mesmo,
sem encontrar em meio a pedras
a construção tao esperada.

No silêncio penso ouvir tua voz,
mas não é a tua voz:
É minha própria voz,
tão parecida com teu jeito que às vezes me confunde...

O tempo não espera,
ele segue implacável sem remediar a dor.
Por que pra certos males não há cura.
Como não há cura no mundo sem o teu amor.

Espero apenas enxergar em mim um dia,
um pequeno lampejo do que me ensinaste a ser,
Mãe.

- Todas as Vozes -

quarta-feira, maio 09, 2007

Trigésima Quinta Voz - Margarida fulô


Nasceu uma fulô
No canteiro do peito meu
Que doeu quando muchô

Quando secô
Nasceu uma estrela bem me viu
Clariando meu quintal
Que doeu quando caiu

Quando caiu
Todo dia na boca da noite na serra
Acauã do calundú meu
Diz que doeu

E na sombra da estrada
nas noites de luar
Prá ela que de mim se escondeu
Cantiga diz que doeu
Cantiga diz que doeu

"Menina morena fulô
Candeia que alumiô
Morena minha fulô
Cantero que secô"

- Juraildes da Cruz -

terça-feira, maio 08, 2007

Trigésima Quarta Voz - Sem mais



Poetas e loucos aos poucos
Cantores do porvir
E mágicos das frases
Endiabradas sem mel

Trago boas novas
Bobagens num papel
Balões incendiados
Coisas que caem do céu
Sem mais nem porquê

Queria um dia no mundo
Poder te mostrar o meu talento pra loucura
Procurar longe do peito
Eu sempre fui perfeito pra fazer discursos longos
Fazer discursos longos sobre o que não fazer

Que é que eu vou fazer?

Senhoras e senhores!
Trago boas novas!
Eu vi a cara da morte e ela estava viva!
Eu vi a cara da morte e ela estava viva - viva!

Direi milhares de metáforas rimadas
E farei das tripas coração, do medo, minha oração
Pra não sei que Deus "H"
Da hora da partida
Na hora da partida
A tiros de vamos pra vida
Então, vamos pra vida!

Senhoras e senhores!
Trago boas novas!
Eu vi a cara da morte e ela estava viva!
Eu vi a cara da morte!

E ela estava viva - viva!
- Cazuza -

segunda-feira, maio 07, 2007

Trigésima Terceira Voz - Eu vim


"Vieste
Na hora exata, com ares de festa
E luas de prata
Vieste
Com encantos, vieste,
com beijos silvestres
Colhidos pra mim
Vieste
Com a Natureza,
com as mãos camponesas
Plantadas em mim
Vieste com a cara e a coragem,
com malas, viagens
Pra dentro de mim, meu amor
Vieste
À hora e a tempo,
soltando meus barcos
E velas ao vento
Vieste
Me dando alento, me olhando por dentro
Velando por mim
Vieste
De olhos fechados, num dia marcado
Sagrado pra mim
Vieste com a cara e a coragem,
com malas, viagens
Pra dentro de mim, meu amor."
- Ivan Lins e Vitor Martins -

Trigésima Segunda Voz - João e Maria


"Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões, os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque e ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião, o seu bicho preferido
Vem, me dê a mão, a gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?"

- Chico Buarque e Sivuca -

domingo, abril 29, 2007

Trigésima Primeira Voz - Ei, Flor!


"Onte eu vi maria no seu jardim
Tá cuiendo flor prá jogar ni mim
Bem que eu tô sabendo que ocê é meu
Tá cuiendo flor pra jogar ni eu
To doidim mode ela, ela doidim mode eu
Tá cuiendo flor pra jogar ni eu
Ei flor, cadê o cheiro que você prometeu
Ei flor, não venha me dizer que se esqueceu
Ei flor, será que não se lembra mais deu
Ei flor, daquele cravo dijuntim seu
Amor, nosso brinquedo no pé de juá
Ei flor, não esconda vê se vem me dá
Amor, será que ocê se esqueceu de mim
Não acredito no que vejo
Pois sei que o seu desejo
Era me amar até o fim
Amor, será que bicho foi que te mordeu
Ei flor, será que foi que se assucedeu
Amor, não lembra mais do seu dodói
Eu era o lírio dos teus olhos
Nóis banhava no riacho
Diacho valha-me deus
Ei flor, cadê o cheiro que você prometeu
Ei flor, não venha me dizer que se esqueceu
Ei flor, será que não se lembra mais deu
Ei flor, daquele cravo dijuntim seu"


- Juraildes da Cruz -

segunda-feira, abril 23, 2007

Trigésima Voz - Fairy Tale


"Era uma vez, num palácio encantado
uma Princesa que o destino escravizou
um Seresteiro que cantava na janela gostou dela
e foi aí que a história começou...
Os dois sonharam mil venturas mas o Rei
Por tirania, bruscamente os separou
E a Princesa foi trancada num castelo muito belo
e foi aí que a história terminou.

- Seresteiro esconde a dor dessa amizade na saudade,
que o teu amor, não volta mais.
- Sorria! Que ainda te resta a luz da lua!
A minha história é igual à sua!
Nossos destinos são iguais...
- Seresteiro eu também tive uma princesa que a crureza
do Rei malvado me levou...
- E hoje na minha estrofe mais singela,
vou cantando o nome dela
Triste lembrança que ficou!"
(Era uma Vez - René Bittencourt - Gravada por Gilberto Alves, 1945) - Agradecimento especial ao leitor do "Vozes em minha cidade", Iuri Guilherme dos Santos Martins

domingo, abril 22, 2007

Vigésima Nona Voz - Sua fala é como canção


Quantos levantes levarão meus dias?
Entre brilhantes, inocentes olhos
Me calo em prantos e em risonhos sonhos,
Choro palavras, coração disfarça.

E entre muros e estrelas mil,
te encontro em mim, meu solitário encanto
E em braços mornos, em doces quebrantos
Mil penas cumpro, prisioneiro em ti.

Reflito cores, sentimentos, dores
te faço ondas nesse mar azul
O velho canta novos horizontes
O novo teme seus antigos fins

Quantos levantes levarão meus dias,
que entre muros e estrelas mil,
reflete cores, sentimentos, dores,
de quem não vive pois jamais sentiu.


- Todas as Vozes -

sábado, abril 21, 2007

Vigésima Oitava Voz - Vamos ao próximo capítulo


Enjoei!
Tomei asco!

Tão repentino! Nem me dei conta do vacilo!
E surpresa, convivi com a cegueira!

Sem palavras para manter esse torpor,
despertei à realidade
hoje tão vazia...
Que bom o tempo dado!
Boa distância! Agradeço a Deus!
Cabeça fria: boa conselheira que me diz:
“Fruta Verde meu bem: dá dor de estômago!”

O gosto nunca sentido, hoje é amargo!
Tal qual o gosto verde de bile...

E nesse ínterim,
só tenho a dizer que enjoei!
Enfim! Tomei asco!
- Todas as Vozes -

quinta-feira, abril 19, 2007

Vigésima Sétima Voz - Fim de Festa


Quarta-feira de cinzas
Cinzas
Dia nublado, chuvoso
Assim como meus pensamentos
Meu humor.
Dia irônico para começar uma nova vida.
Cinzas
Será, que como uma fênix,
Vou juntar o que sobrou de mim mesma
E renascer com todo o esplendor?
Improvável.
Talvez eu renasça,
Sim.
Mas talvez o esplendor não seja meu ponto de partida
E sim as cinzas.


- Codinome F.E.L. -

Vigésima Sexta Voz - RESERVADA PARA VIGOTSKY E FREUD

Autores em processo pesquisa teórica, cosmológica, espiritual, animalógica, zoológica e antropológica!

sexta-feira, abril 13, 2007

Vigésima Quinta Voz - Saudade é Fome




Gente... Saudade é fome!
Saudade é fruta que não se come!
Verde dá dor de estômago,
Madura dá dor no peito

De tanto que dói a Saudade é sede!
É sede que água não mata,
mas que mata a gente de tão urgente...

Gente! Descobri que a Saudade é fome!
Minto! Foi Clarice! Ela que disse...

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas as vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: Quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."

Meu Deus! Como é que pode! Saudade é fome!
Que mata e corrói o coração do homem

Gente... Saudade pode matar!!!!!!
- Todas as Vozes -

Décima Quarta Voz - Sol de Tempestade




Era noite. Fazia frio e a chuva caía lá fora. Em minha cama, ouvia os trovões rebombando como balas de canhões, anunciando que a tempestade iria piorar. Ela veio e se sentou ao meu lado.
Conhecia aquele rosto, aquele sorriso, aquela voz. Amava aquele abraço e aquele cheirinho de alfazema. Suas mãos trouxeram-me um cobertor. A lã me fazia coçar, mas estava tudo bem, porque ela estava ali. O medo havia ido embora.
Hoje, a cama ainda está no mesmo lugar. Talvez caiam novas chuvas e novas tempestades. Mas há dez anos procuro por aquela mão, que apenas ao segurar a minha, me fazia crer que nada de ruim poderia acontecer... e ela não está mais lá...
- Todas as Vozes -


sábado, abril 07, 2007

Vigésima Terceira Voz - Cor de Coral


"Não sei...
se a vida é curta
ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
Mas que seja intensa,verdadeira, pura...
Enquanto durar"
- Cora Coralina -

sexta-feira, abril 06, 2007

Vigésima Segunda Voz - Ju e Pablo


Desde que te vi tô cego de paixão
Nunca mais pensei em mim, pirei
Quando a luz do teu olhar
Cruzou o meu olhar
Vi que ali estava a minha outra parte

Quis me aproximar
Daquele coração
Que eu nunca vi mas sempre amei
Se a vida tem um fim
O amor não é assim
Faz de cada vida uma outra parte do infinito amor

Tanto tempo esperando o infinito amor
Nossas almas, estrelas de eterno ardor, coração
Que só quer ser feliz, seja onde for
Breve coração
Tens um eterno amor
Que me inunda a alma de emoção
Ao saber que em algum lugar,
Outros tempos, outro mar,
Nossos olhos se cruzavam como hoje no infinito amor

Tanto tempo esperando o infinito amor

Nossas almas, estrelas de eterno ardor, coração
Que só quer ser feliz, seja onde for
Sem me falar li no seu olhar
Você sempre esteve em mim, hoje eu sei
Por uma razão maior a vida nos juntou
Para sempre unidos no infinito amor
Tantas vidas seguindo o infinito amor

- Jorge Vercilo -

quinta-feira, abril 05, 2007

Vigésima Primeira Voz - Aguando o Bom do Amor


Pra que mentir, fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor?
A emoção acabou!
Que coincidência é o amor!
A nossa música nunca mais tocou...
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções?
Desperdiçando o meu mel, devagarzinho, flor em flor,
entre os meus inimigos, beija-flor!

Eu protegi o teu nome por amor em um codinome, Beija-flor!
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor!
Que só eu que podia dentro da tua orelha fria dizer segredos de liquidificador
Você sonhava acordada um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Prendia o choro e aguava o bom do amor...

- Cazuza -

quinta-feira, março 29, 2007

Vigésima Voz - Encantada


Ela é rara
como são raras as noites de se pintar a cara,
de colorir o céu
e se ofuscar estrelas

Como são raros os momentos de se esconder o rosto
por entre fotos e sonhos,
por trás de muros e espelhos

E pinta o nariz e sai pra rua
e pinta a rua com sua cor.
E a cor se ofusca por seu sorriso,
e as lágrimas se lavam meio furta-cor...

Furta-cor
Furta-amor
Fruta rara e boa de se provar
E que se prova ao se encantar
Encantada
- Todas as Vozes -
(Desenho obtido através do www.google.com.br)

terça-feira, março 20, 2007

Décima Nona Voz - Enquanto não chega o Mel...

"Eu encontrei-a quando não quis mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pra eu merecer
Antes de um mês...
Eu já não sei!

E até quem me vê lendo jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguem dirá que é tarde demais, que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é quem sabe, pequena...

Ah vai! Me diz o que é o sufoco, que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia, eu levo essa casa numa sacola

Eu encontrei-a e quis duvidar!
Tanto clichê... Deve não ser...
Você me falou pra eu não me preocupar
Ter fé e ver coragem no amor

E só de te ver eu penso em trocar a minha TV, num jeito de te levar a qualquer lugar que você queira, e ir onde o vento for...
Que pra nós dois, sair de casa já é se aventurar!

Ah vai! Me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém afim de te acompanhar
E se o tempo for te levar, eu sigo essa hora! Pego carona pra te acompanhar!"

Los Hermanos - Rodrigo Amarante
(a pedidos!!!!)

domingo, fevereiro 11, 2007

Décima Oitava Voz - Só mais uma...


Só mais um canto,
Uma só voz, uma só flor...
Só um desvio,
Um passo, um laço...
Uma alma torta?
Não, só mais um pranto.

Sem encanto, sem remorso,
Só mais um tanto.
Qualquer canto, qualquer cheiro,
Qualquer luz em meu caminho...
Só mais um dia,
Um pouco mais de alegria,
Um pouco mais de qualquer coisa,
Coisa qualquer que não me fuja.

Por entre os dedos a esperança,
Em minha mente uma semente.
E na lembrança tanta gente,
E tanta gente nessa dança.
No compasso, no desvio de um passo,
Um laço, uma alma torta...
Só mais um canto, um pranto, um tanto...
De mais um cheiro, um dia, uma melodia.
Sem medo, sem flor, sem luz,
Só mais um santo,
Uma só voz ,
Uma só cor...
- Todas as Vozes -

A Décima Sétima Voz - Entre a Saudade sem bater à porta


Saudade...

Saudade tem aroma e melodia. Ouve uma música, lembra. Sente um perfume, recorda.

E dói a dor gostosa de quem rememora. De quem agora chora e agora clama. De quem agora canta e agora ama. De quem já não insiste em se perder.

E então se perde em prantos a saudade. Se perde em risos e em lágrimas, e parte. Parte em metades um coração doído. Sofrido. Querido. Mal vivido. Partido.

É... a Saudade tem seu cheiro. Tem seu canto e seu encanto. Majestade e Liberdade. É metade, e não parte. É bonito e infinito.
- Todas as Vozes -
(Imagem conseguida pelo site www.google.com.br)

A Décima Sexta Voz - Como um dia de domingo...

(Imagem retirada do site www.artemaya.com)

Ainda me lembro do cheiro das manhãs de domingo...
Costumava acordar às 6 da manhã. Saía para o quintal e era como se o mundo todo dormisse, e o tempo fosse só meu. Sentia o friozinho bom da madrugada indo embora e o sol nascendo pra trazer luz ao céu. Muitas vezes a lua ainda estava lá para ver de longe o astro-rei. O ar seco do sertão entrava por minhas narinas e fazia com que me sentisse viva.
Depois de algum tempo deitada no chão, ouvia a voz de minha mãe que se levantava. Em pouco tempo a casa inteira recenderia ao cheiro de café. Me lembrava de um texto que lera em um livro: "café com pão, café com pão, café com pão, vixi Maria, que foi isso maquinista? Agora sim, café com pão, agora sim...". Era quando ouvia o apito do trem chegando na estação da cidade, e me transportava para a roça de minha madrinha. Inúmeras vezes quando o trem passava pela frente da casa do sítio, despertava toda a meninada das brincadeiras em que se encontravam para levá-las ao mundo de magia da estrada de ferro... Um dia o maquinista acenara para mim...
Domingo também era dia de missa... a Missa das Crianças... adorava ir à Igreja para brincar na pia batismal, cheia de água benta, e comer pipoca na pracinha em frente... bem... de vez em quando eu gostava também de ouvir as músicas que as pessoas cantavam lá dentro e me divertia tentando decifrar as palavras indecifráveis para os meus 6 anos, que o Monsenhor Antônio Fagundes pronunciava numa velocidade incrível... mas eu gostava de Monsenhor (a parte chata terminava mais rápido)... é... eu gostava de ir à Igreja... um dia até li um texto no microfone...
O almoço de domingo sempre tinha frango assado... eu era pequena, almoçava mais cedo... tinha a sessão de desenhos da Disney... a melodia de "Se uma estrela aparecer"... O Mickey, o Donald, o pé de feijão...
E vinha a tarde de domingo... as buzinas começavam a soar... primeiro o quebra-queixo (esse era para os adultos... eu n gostava daquele negócio duro), depois o algodão-doce (esse era só meu...) e começavam a chegar os primos... Eu era pequena, eu era café-com-leite, e de muitas brincadeiras eu não podia participar, como a tal da salada mista e do balança caixão, que eu nem sabia do que se tratava... mas eu tinha uma prima dois anos mais velha, e a gente ia pra o meu quarto brincar de bonecas e ouvir o Trem da Alegria, a Xuxa e um disco antigo de Celly Campello. Isso a gente podia!
E chegava a hora da Ave-Maria. A luzinha do carrinho de pipoca do velho "Nilo Coelho" (a gente deu esse apelido pra ele) apontava no final da ladeira. Era a hora da pipoca! A meninada toda rodeava o carrinho do seu Nilo... ele contente, a gente mais ainda! Era a melhor pipoca do mundo! Não preciso nem dizer que depois disso ninguém mais jantava, e tome-lhe bronca... mas a gente estava feliz!
O relógio batia a Hora dos Trapalhões... todo mundo, crianças e adultos, reunidos na sala para dar risada com Didi Mocó e sua trupe até começar o Fantástico... hora em que a casa esvaziava. Nessa altura do campeonato eu já estava dormindo na sala, e minha mãe me carregava para a cama se despedindo com um beijo de boa-noite...
Até hoje me lembro do cheiro das manhãs de domingo...
Cheiro que antecipava a paz e a felicidade...
- Todas as Vozes -

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

A Décima Quinta Voz - Chegou a Hora




Chegou a hora de por fim a amenidades.

Chegou a hora de pôr fim à solidão.

Já não me prendo a amarras que outrora me aprisionaram.

Amarras que me cegaram, me tamparam a visão.



Com o fim da rima chegou a hora de perceber que o mundo não é de luz, não é de dor. O mundo é de aprendizado. Aprendizado que vem a partir do livre arbítrio. Que vem das escolhas, das lutas e dos desejos.

Escolho aprender através da luta e não da dor.

Escolho aprender pelo amor, não pelo ódio.

Escolho apenas aprender.

Apreender a loucura e a insanidade, e na medida certa torná-las aliadas da razão.



- Todas as Vozes -

A Décima Quarta Voz - Alguém me disse

(Imagem encontrada através do www.google.com.br)

Alguém me disse que tu andas novamente

De novo amor, nova paixão, todo contente

Conheço bem tuas promessas

Outras ouvi iguais a essa

Esse teu jeito de enganar conheço bem



Pouco me importa que tu beijes tantas vezes

E que tu mudes de paixão todos os meses

Se vai beijar como eu bem sei

Fazer sonhar como eu sonhei



Mas sem ter nunca amor igual ao que eu te dei.
(Composição: Evaldo Gouveia / Jair Amorim)

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

A Décima Terceira Voz - Acalanto


É tão tarde!
A manhã já vem!
Todos dormem
A noite também
Só eu velo
Por você, meu bem

Dorme anjo
O boi pega Neném

Lá no céu
Deixam de cantar
Os anjinhos
Foram se deitar
Mamãezinha
Precisa descansar

Dorme, anjo
Papai vai lhe ninar

"Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta"

- Dorival Caymmi -
(Imagem encontrada através do www.google.com.br)

Décima Segunda Voz - Proteção




"Alguém no céu, olha por mim!
guarda os segredos que eu tenho!
Moram no céu anjos de luz
que sabem de onde eu venho.
Meu pai do céu, olhai por mim
quando eu me sentir sozinho!
Mande do céu um querubim,
pra iluminar meu caminho."

- Danilo Caymmi -
(Imagem encontrada através do www.google.com.br)

Décima Segunda Voz - Quem nunca andou de Trem nos anos 80


"Eu quero ter a sua companhia,
vem viajar comigo no vagão!
Tome um lugar no seu assento,
que o caminho agora é a favor do vento!
Depois daquela curva vem o túnel,
peço pra pegar na tua mão
Desce a ladeira o sino toca...

Piuí Piuí, Piuí Abacaxi
Choque choque choque, choque por aí"
(Piuí Abacaxi - Trem da Alegria)
(um pouco de humor, minha gente... rsrsrs)
(Imagem encontrada através do www.google.com.br)

Décima Primeira Voz - A Viagem



Há tanto tempo que eu deixei você...
Fui chorando de saudade...
Mesmo longe não me conformei.
Pode crer!
Eu viajei contra a vontade!
O teu amor chamou e eu regressei.
Todo amor é infinito!
Noite e dia no meu coração,
Trouxe a luz
Do nosso instante mais bonito...
Na escuridão o teu olhar me iluminava
E minha estrela-guia era o teu riso
Coisas do passado são alegres
Quando lembram novamente
As pessoas que se amam...
Em cada solidão vencida eu desejava
O reencontro com teu corpo abrigo.
Ah! Minha adorada!
Viajei tantos espaços,
Pra você caber assim no meu abraço...
Te amo !
(música A Viagem - Roupa Nova)
(Imagem encontrada através do www.google.com.br)

quarta-feira, janeiro 24, 2007

A Décima Voz - Saudade


Era uma vez uma cidade que tinha uma rua.
A rua não era minha, mas era uma transversal de meu caminho diário.
Muitas vezes tive a visão dessa estrada cravejada de paralelepipedos, adivinhando sua beleza, mas foi preciso alguém para me mostrar que a beleza da rua não estava nela, mas no fato de que ela me levava diretamente à fé.
A fé refletida em um horizonte de luz ao nascer do Sol...
- Todas as Vozes -

segunda-feira, janeiro 08, 2007

A Nona Voz - Transparência

Esses olhos meus...
São tão teimosos...
Entregam minha alma sem pestanejar
a quem menos deveriam entregar...

Esses olhos meus...
Insistem em não se calar
e falam sim quando deveriam negar...

Esses olhos meus...
Não se engane!
Enxergam o que não querias transparecer
e escutam à distância a conversa,
(a tagarelice)
das meninas que brilham
nos olhos teus.


- Todas as Vozes -